quarta-feira, 7 de maio de 2025

white out.

 [Porta 075]


White Out. A white that is worse than Neverland. No thoughts, no feelings, no noise. No will, no path, no condition.

Jesus, como eu queria achar a chave dessa porta pra trancar ela pra sempre. Pra dar meu sangue pros cães lamberem, pra torcer um pano num ato de ódio.

No communication, no understanding, no pain. To rest with my head on the scorching sun, to punish the act of fake lovers, to throw my body on a hanging cliff. Only inside.

I wanna close that door, forever. Even though I my regret. I want blood to be spilled and love to be killed. To kill. To kill.

DID I ASK FOR YOUR HELP

The problem is not with the help itself, the problem is that is yours. And  I want whatever is yours to wither in the heat, to drown in a fire, to bloom suffocated by thorns.

Whatever. Call me whatever. Is it “whatever is yours”? Is it? Whatever, call me Whatever. Whatever. What ever: will never.

Will never look you in the eye or find joy on a warm hug. Will never love the taste of food or travel with wonder in the eyes.

…Will never look at someone I love and surrender to them. Will never. Whatever. Just to be spit and scorned. Just to be stepped on like a stone to passbyers. I’ll make them trip. I’ll make their toes bleed and burn. I’ll get them from the tip of the longest hair strand and roll around until the end of the knees and chop the rest off

That’s withering. T& d=e. Whatever’s wither. A stepping stone is a stepping stone. An angular stone is an angular stone. I’m neither worthy of the humiliation nor the complete honor, instead just a stoning stone, to kill, to die, and to wither. To send hell, to draw blood, worthy of nothing: white out.

It’s Whatever.

I speak, you speak. I scream, you cry. I listen, you die. Just the motto rolling itself around. You die, I cry. No remorse from it. To kill is to help.

Whatever is “will never”. To let it live will never. To kill is to build a foundation. Whatever is will never. A stoning stone draws blood and then is cast away. A stoning stone keeps it on the inside, never cries for one to see, never ask for help, never act drama out.

A stoning stone’s life is TO KILL. Be this, be that. It’s whatever. I’ll do this, I’ll do that. It's whatever. This happened and this will happen, it’s whatever. You say this and you say that… but it’s whatever. You hurt me but it’s whatever.

White out. No thoughts, no feelings, no wishes, only desire, only mercy, only killing. No communication, no path: White out.

It’s whatever. Call me Whatever.


quinta-feira, 1 de maio de 2025

O K-pop está mudando (e é minha culpa)

  K-POP IS DEAD AND IT’S MY FAULT

What's wrong with k-pop?

Um gênero que sempre se destacou pela sua sonoridade tanto alienígena quanto agradável agora abraça ainda mais a comunicação dessa estética para seus Music Videos.

KATSEYE tem sido o olho do momento com sua música “Gnarly”, com uma estranheza sem precedentes em seu MV. O clipe começa com algo que na verdade parece um pouco difícil de conceber, que é o rosto da Yoonchae enrolado em plástico numa bandeja, como se ele tivesse sido arrancado dela. Um sanduíche sem sentido seguido por uma coreografia absurda. 

A música é com certeza um hit mas um hit bem diferente. O público pareceu bastante perturbado pela bizarrice do vídeo, enquanto reclama da falta de profundidade da letra, problema que já vem se manifestando desde o começo da carreira do grupo.

Mas o que ninguém pareceu perceber é o desconforto que vem dos rostos das integrantes na verdade te faz pensar que são clones fazendo coisas completamente absurdas e fora da realidade no lugar delas. Mas esse é o ponto: esse não é o Katseye.

O ponto do desconforto é que não parece que aquele é o KATSEYE, como se o próprio grupo tivesse se recusado a participar daqueles absurdos e fosse facilmente substituído por clones, isso é o que a nova era vêm prometendo de idol feitos por IA que podem viver pra sempre.

A única que parece ter sido não afetada é a Manon, a favorita do grupo, que sempre foi favorecida desde o começo do Debut Academy. De fato, o clipe abraça isso colocando ela no refrão, debaixo de holofotes, e literalmente andando num tapete vermelho. É quase uma implicação de que ela aceitou um acordo, ou empurrou as meninas pra poder ser o centro das atenções.

Na verdade, os elementos absurdos, mas especialmente os efeitos de distorção, as caretas dos paparazzi, tudo dá a impressão de que é um sonho, um sonho da própria Manon,em que ela está no mesmo grupo mas com outras pessoas que a aceitem e permitam exibir esse lado de estrela que ela sabe que é. Mas também, como se seu próprio subconsciente pedisse pra ela não ter vergonha e aceitar os desejos que estão por baixo de tudo.

Encarar a si mesmas e colocar seus conflitos internos em uma música, expressar eles pra fora, é um manifesto que diz: There’s nothing wrong with KATSEYE.




O mundo do k-pop sempre desaba sobre um conflito mas todo mundo varreu pra debaixo do tapete o quanto rancor as meninas sentiam pela Manon. Seja por achar que ela não colocava esforço o suficiente ou era favorecida só por ser um rosto mais bonito, ou por um talento secreto que nenhuma delas poderia obter por trabalho duro. Parece cruel inferir e discutir essas coisas aqui mas o que quero enfatizar é que: o conceito abraçou isso.

Tudo que incomodava, tudo que potencialmente poderia destruir o próprio grupo se tornou o próprio meio de arte para a expressão delas. A sensação de que é ou não é elas vai e volta toda vez que você assiste, como se elas estivessem presas DENTRO das performances. É como se elas não fossem elas mesmas: uma performance. No palco, na sala de prática, no descanso, até as roupas no aeroporto! É tudo uma performance.

Ver as meninas alcançarem esse nível de profundidade em suas performances me explode totalmente. Antes, elas tinham dificuldade com o conceito de um conceito, uma ideia que, como já expliquei antes, é majoritariamente coreana na música de hoje. A música ocidental está só agora começando a mergulhar seus pés nisso e percebendo que o k-pop não é um monte de canções de amor como eles imaginam.

A tendência ocidental de tornar tudo bonito só porque sim na verdade é o que vem corroendo a indústria ao longo dos anos, impedindo música e artistas de realmente se expressar sobre o que está acontecendo.

A 3° geração do k-pop fez de tudo pra alcançar um público, cativar, agradar… e foi exatamente isso que os matou. A influência do ocidente na música coreana permitiu a existência da k-wave, mas sua sobrevivência só é permitida se isso for temporário. Agora as novas gerações, cansados de viver em escombros e sombras, se perguntam: “O que os tornou grandes?” E cabe a eles peneirar cada aspecto para construir algo a partir disso: a revelia, a ganância, mas também o sacrifício, a empatia, a compaixão, tudo isso através do absurdo, a visão artística sem precedentes de comunicar seus anseios, aspirações, quebrar barreiras e regras, alcançar pessoas e um mundo novo.

Find yourself.



M...

Você conhece a verdadeira história do flautista de Hamelin? Todos sabem que a cidade de Hamelin estava infestada de ratos e não havia nada...